| Notícias |
| 29-Jul-2008 | |
Segurança das Amálgamas DentáriasNo dia 25 de Junho de 2008, foi enviado uma carta a todos os membros da Ordem dos Médicos Dentistas emitida pelo Conselho Europeu dos Médicos Dentistas (CED), que divulgava uma nota de imprensa sobre a segurança das amálgamas dentárias, emitida pela Direcção-Geral para a Saude e Consumidor da Comissão Europeia, que transcrevemos a seguir;“Comités Cientificos da CE concluíram que as amálgamas dentárias são eficazes e seguras, quer para os doentes quer para os profissionais de Medicina Dentária. O Comité Cientifíco dos Riscos Emergentes e Recentemente Identificados para a Saúde (CCRERIS) adoptou um relatório sobre a segurança das amálgamas dentárias e materiais de restauração alternativos para doentes e profissionais. O CCRERIS concluiu que as amálgamas dentárias são um material eficaz e podem ser considerados como um material de primeira escolha em diversas situações clínicas. Embora se possam verificar alguns efeitos locais adversos, a sua incidência é baixa e, normalmente, são rapidamente resolvidos. Actualmente, o uso da amálgama dentária não representa um risco para a saúde, com excepção de possíveis reacções alérgicas. A principal exposição ao mercúrio em indivíduos com restaurações em amálgama acontece durante a colocação ou remoção das restaurações. Não existe justificação clínica para a remoção de restaurações em amálgama clinicamente satisfatórias, excepto nos casos de doentes alérgicos aos seus componentes. O mercúrio libertado pode ser minimizada através do uso de técnicas clínicas apropriadas.De acordo com o CCRERIS, os materiais alternativos também acarretam limitações clínicas e perigos toxicológicos. Foram reportadas alergias a algumas destas substâncias, tanto em doentes como em profissionais. São limitados os dados científicos disponíveis, relativos à exposição a estas substâncias. O seu uso revelou pouca evidência de efeitos adversos clinicamente significativos. Efeitos indirectos na saúde e no ambienteO Comité Científico dos Riscos para a Saúde e Ambiente (CCRSA) adoptou um relatório sobre os riscos do mercúrio na amálgama dentária para o ambiente e os seus efeitos indirectos na saúde. O CCRSA concluiu que os riscos ambientais e a exposição indirecta dos humanos ao metil-mercúrio (a partir das emissões devido ao uso da amálgama dentária) são bastante inferiores aos limites toleráveis, indicando um baixo grau de risco para a saúde. Relativamente aos riscos ambientais das alternativas á amálgama, a informação disponível é muito limitada para conduzir a uma aferição comparativa adequada. .....O Conselho Europeu dos Médicos Dentistas (CED) subcreve estas opiniões científicas e irá divulgar aos 300.000 dentistas que representa em 30 países.” Conclusões: Podemos concluir que apesar da intensa controvérsia científica e não científica envolvendo a utilização das amálgamas dentárias, estas são eficazes e seguras. O médico dentista só deverá proceder à substituição destas restaurações se houver compromisso clínico, alergia aos seus componentes ou por questões estéticas. De facto as resinas compostas de ultima geração permitem restaurações com propriedades físicas (ex. resistência ao desgaste, compressão...) muito semelhantes ás amálgamas dentárias com a vantagem de estéticamente simular o esmalte dentário. |