Apresentação

 

Na última década os implantes dentários têm modificado profundamente a face da medicina dentária.

Os implantes já não são considerados experimentais e a sua eficácia está perfeitamente documentada.

Um implante dentário pode considerar-se, essencialmente, como um análogo substituto duma raiz natural; apresenta uma forma cilíndrica ou cónica, semelhante a um parafuso, e é constituído por titânio com um revestimento especial que permita a união com o tecido ósseo.

Este processo de união entre o osso e o implante é designado por osseointegração e permite que o implante funcione como um dente natural. De facto as reabilitações com implantes são tão parecidos com os dentes naturais que quem os coloca não sente a falta do dente respectivo.

Indicações

 

A ausência de um dente poderá ser reabilitada com um implante e uma coroa (“dente” em cerâmica).

 

A ausência de um dente poderá ser reabilitada com um implante e uma coroa (“dente” em cerâmica).

 

 

 

A ausência de vários ou de todos os dentes pode ser reabilitada com colocação de vários implantes, não sendo necessária uma relação de um para um, ou seja um implante por cada dente em falta.

 

 

 

O número de implantes irá depender da qualidade e quantidade de osso assim como o plano de tratamento traçado. Por exemplo, uma arcada completa (10 ou 12 dentes) poderá ser reabilitada com prótese fixa suportada por 6 implantes.

 

 

 

Na ausência de todos os dentes, os implantes também podem servir para reter uma prótese total removível, aumentando o conforto e diminuindo os custos.

Procedimento

 

Quando a estrutura óssea é boa, o procedimento cirúrgico de colocação de um implante é simples e atraumático sem a necessidade de efectuar incisões (abrir a gengiva) com a excepção duma pequena incisão circular, através do qual o osso é preparado para receber o implante. Assim, evita-se a necessidade de efectuar sutura (pontos), o pós-operatório é suave (o edema, a hemorragia e dor são mínimos), a medicação é menor e o tempo da cirurgia reduzido, o que permite o imediato retorno do paciente ás suas actividades normais.

 

 

Quando a estrutura óssea é menos boa (tipo de osso e/ou quantidade, ou quando necessitamos de efectuar algum procedimento complementar), recorremos ao procedimento cirúrgico convencional com incisão e retalho (abrindo a gengiva) para visualizar a estrutura óssea e efectuar os procedimentos regeneradores necessários.

 

 

O osso é preparado e o implante colocado. No fim é aplicado um parafuso de cicatrização sobre o implante. Aguarda-se pela osteointegração do implante, período que pode variar entre mês e meio a 3 meses, para depois reabilitar protéticamente o paciente.

 

 

Uma estratégia cada vez mais frequente e na ausência de patologia infecciosa local, consiste na colocação imediata do implante no local duma extracção, permitindo aproveitar o osso alveolar e reduzir o numero e o tempo de tratamento.

 

 

Outra estratégia a generalizar-se, que pode constituir uma indicação para alguns pacientes, devido às taxas de sucesso elevadas e ao efeito estético imediato é a colocação de dentes provisórios sobre os implantes durante o próprio procedimento cirúrgico ou até 48 horas depois (carga ou função imediata).

 

Procedimentos Complementares

 

Por vezes torna-se necessário alguns exames e/ou tratamentos antes ou durante a colocação dos implantes. Para um adequado planeamento uma radiografia (Rx) panorâmica, modelos e fotos são importantes.
Um TAC (Tomografia Axial Computorizada) pode ser necessário como elemento diagnóstico e para o planeamento, devidamente acompanhado de uma guia ou férula radiológica/cirúrgica. Na CIOV encontra uma aparelho TAC de ultima geração (CBCT). Esta nova tecnologia permite melhores imagens 3d com uma fração da radiação quando comparado com os exames TAC convencionais.

Qualquer infeção presente na boca deve ser eliminada, o que poderá implicar tratamentos periodontais (“infeção das gengivas”), cirúrgicos (extração de dentes ou remoção de lesões) ou tratamentos endodônticos (lesões infeciosas com envolvimento pulpar de dentes a conservar).

 

Quando a quantidade de osso existente é insuficiente para a colocação dos implantes em número e posição correcta (em função de como a prótese – coroas – definitivas devem ser) é frequente a necessidade de enxertos ósseos.

Podem ser efectuados numa fase prévia (que obriga a um período de cicatrização de 4-6meses) ou durante a colocação dos implantes. Assim, os defeitos ósseos podem ser corrigidos com osso do próprio paciente (auto-enxerto ósseo) e/ou com um material de substituição óssea (de origem sintética ou a parte mineral de osso bovino).

Quando os defeitos são volumosos torna-se por vezes necessário a colheita de tecido ósseo num local diferente como por exemplo o mento (“queixo”). A zona posterior do maxilar superior é uma zona onde na ausência de dentes e devido á expansão do seio maxilar o osso é frequentemente insuficiente, obrigando a um procedimento cirúrgico de colocação de enxerto ósseo com elevação do pavimento do seio maxilar (“sinus lift”).

Sucessos e Insucessos

 

O sucesso de um implante depende de vários factores os mais relevantes são a experiência e conhecimento do médico dentista, as condições de trabalho, a qualidade do sistema de implantes, a qualidade e quantidade do osso no local de implantação e também, sobretudo, dos cuidados do paciente durante e após a reabilitação com implantes, em particular a higiene oral e as consultas periódicas de controlo. A taxa de sobrevivência para reabilitações com implantes para um período de observação a 10 anos ronda os 95%. Nos pacientes fumadores a taxa de sobrevivência é menor, contudo depende do controlo dos factores de risco acrescidos por parte do paciente.

Os fracassos surgem quando não ocorre formação óssea sobre a superfície do implante a partir do tecido ósseo circundante e por isso mantém-se móvel (fibro-integração ou encapsulação) ou apresenta peri-implantite (rápida perda óssea ao redor do implante). Peri-implantite é uma condição infecciosa que surge devido a higiene deficiente caracterizado por um processo inflamatório constante resultante da acção bacteriana e consequente reabsorção óssea. O excesso de carga numa fase inicial de cicatrização (“cicatrização” óssea ou osteointegração) pode também resultar em fracasso. Para o sucesso dos implantes é fundamental seguir as instruções pós-operatórias e de manutenção.

Contraindicações

 

Podem ser colocados em jovens ou pacientes de idade mais avançada. No entanto não são indicados em pacientes muito jovens, ainda em crescimento.

Não existem contra-indicações absolutas para a colocação de implantes, mas apenas algumas contra-indicações relativas, como a diabetes tipo 2 não controlados (dificulta a cicatrização), o bruxismo (pacientes que apertam e desgastam os dentes gerando forças que podem prejudicar o processo de osteointegração) e pacientes medicados com bisfosfonatos (osteoporose- há risco de surgir osteonecrose).

Na presença de doença periodontal esta deve ser controlada antes da reabilitação com implantes. Nos pacientes fumadores aconselha-se primeiro a reduzir ou controlar os seus hábitos tabágicos pois a taxa de sobrevivência é ligeiramente inferior.

Custos

 

Existe unanimidade, os implantes são hoje, na maior parte dos casos, a melhor solução para reabilitar uma boca desdentada parcial ou totalmente. Os custos podem variar significativamente conforme cada situação.

Consulte-nos, teremos o maior prazer em analisar o seu caso e elaborar um orçamento para si.

Garantias

 

O sucesso de um implante depende de vários factores entre os quais a experiência e conhecimento do médico dentista, as condições de trabalho e a qualidade do implante.

O nosso responsável pela área de implantologia Dr. João Paulo Tondela assistente na Universidade de Coimbra, apresenta uma experiência de mais de 12 anos e um currículum invejável, com inúmeros trabalhos apresentados em congressos e conferências e diversas publicações cientificas.

A CIOV dispõe de um bloco implantológico moderno, em muito semelhante com um bloco cirúrgico hospitalar desde a iluminação ao tratamento do ar da sala (sala sob pressão com 11rn/h), aos aparelhos cirúrgicos de última geração, ao sistema de radiografia digital que dá apoio ou ao sistema de “back-up” eléctrico; anexo temos uma sala de recobro.

 

 

Comprometemo-nos a colocar somente  implantes Straumann®  e/ou Neodent® , implantes com uma ampla base de documentação e investigação, que incorporam os mais recentes desenvolvimentos em superfícies de implantes e as melhores soluções actualmente disponíveis.

Cuidados Pós-Operatório

 

Tomar antibiótico, se prescrito (1 comprimido 12-12hrs se for Amoxicilina /Ac. Clavulãnico 875/125mg ou 1 comprimido por dia se for Claritromicina 500mg).

Tomar anti-inflamatório/analgésico, se prescrito (1 carteira 12-12 horas se for Ibuprofeno 600mg ou 1 comprimido por dia se for Piroxicam) durante 2 dias mínimo; continuar em regime S.O.S se for necessário.

Cuidados Pós-OperatórioAplicar gelo: períodos de 10 minutos com igual intervalo, durante mínimo de 2 horas (implante unitário simples); prolongar se necessário durante 2 dias, com intervalos de repouso maior (implantes múltiplos ou cirurgias de regeneração óssea).

Cuidados Pós-OperatórioEnxaguar boca com água fria com solução desinfectante (exs. Eludril, Clorhexidina, etc) evitando bochechar duma forma vigorosa no primeiro dia.

Nos dias seguintes continuar a bochechar com solução desinfectante ou agua fervida arrefecida com 1 colher de chá de sal por copo.

Não mastigar sobre a zona operada, ou mastigação cuidadosa.

Alimentação mole e fria: 48 horas; incluir progressivamente dieta mais dura, usar bom senso (evitar ingerir líquidos com “palhinha”).

Rigorosa higiene oral: escova 7/100, aplicação de gel com clorhexidina (ex. Elugel) sobre ferida e casquilho de cicatrização (porção visível do implante) 4-5 x dia (após bochecho).

Se for fumador evitar fumar durante dois dias.

 

Remoção de pontos de sutura 8-10 dias após cirurgia
Respeitar esquema de controlos estabelecidos para si

 

Esperar

Alguma dor: respeitar prescrição do anti-inflamatório/analgésico.
Possível edema (face “inchada”): não esquecer de aplicar gelo.
Possível hemorragia: controlar através de compressão da área com gaze ou tecido muito bem lavado durante 15 minutos.

 

Dentes Provisórios

Se foram colocados dentes provisórios sobre os implantes, deve evitar mastigar sobre eles (se houver alternativa) ou então mastigar de forma muito cuidadosa durante um período de mês e meio. Se esta regra não for respeitada poderá levar ao fracasso do implante.

Perguntas e Respostas

 

Que preciso fazer para iniciar um tratamento com implantes?

Resposta: Uma consulta para efectuar um diagnóstico e plano de tratamento. Meios auxiliares para conseguir este objectivo são: modelos, fotos, Rx intraorais, Rx panorâmico, eventualmente TAC dos maxilares.

Existe perigo de rejeição?

Resposta: Não. O implante comporta-se como um material bio-inerte e por isso não desperta reacções imunitárias, tipo “rejeição”.É raro não ocorrer osteointegração do implante. Quando isto acontece o implante é facilmente removido e inserido novo implante após algum tempo para regeneração óssea (“cicatrização óssea”).

Quanto tempo demora o tratamento?

Resposta: Normalmente requer 5-9 consultas, 3-9meses conforme a complexidade do caso. Uma estrutura óssea insuficiente, a necessidade de efectuar mais que uma intervenção ou procedimentos complementares, ou extracções recentes podem prolongar a duração do tratamento.

Dói muito?

Resposta: Não. As cirurgias de implantes são pouco traumáticas. O pós-operatório é suave, embora seja de esperar algumas dores e edema (“inchaço”) que com os cuidados pós-operatórios serão minimizados.

Que complicações podem surgir?

Resposta: Peri-implantite é a complicação mais frequente, trata-se dum processo infecto-inflamatório crónico em torno do implante e relaciona-se com falta de manutenção dos implantes. Uma infecção pós-operatória ou a falta de osteointegração podem resultar na perda do implante, que poderá ser removido e recolocado.

Quanto tempo durarão os meus novos dentes?

Resposta: Com os cuidados devidos poderão durar a vida. A taxa de sobrevivência para um período de observação de 10 anos ronda os 95%.

Posso comer de tudo?

Resposta: Sim, passado a fase inicial, voltará a poder comer de tudo

Serão os meus novos dentes parecidos estética e funcionalmente com os meus dentes naturais?

Resposta: A maior parte das pessoas com implantes não referem diferenças entre estes e os dentes naturais; provavelmente por serem fixos também no osso maxilar. Esteticamente só um observador experiente (dentista) distinguirá a diferença.

Necessito deixar de fumar?

Resposta: É aconselhável pois o tabagismo poderá afectar o processo de cicatrização e diminuir a longevidade dos implantes.

Quanto tempo preciso de repousar e abdicar das minhas actividades normais após a cirurgia?

Resposta: Normalmente recomenda-se algum repouso a seguir à cirurgia, embora a maior parte das pessoas podem retomar as suas actividades no dia seguinte ou até no próprio dia.

Como cuido dos meus dentes novos?

Resposta: Através duma higiene diária adequada com escova, escovilhões interdentários, fio dental e irrigador quando recomendado.

Tem alguma dúvida?